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Sequência de terremotos no Atlântico chama atenção de moradores de Macaé e do litoral do Rio

Abalos foram registrados entre Trinidad e Tobago, Venezuela e na Dorsal Mesoatlântica. Especialistas afirmam que não há risco para o litoral brasileiro.

Redação
Por: Redação
21/07/2026 às 12h42 Atualizada em 21/07/2026 às 13h05
Sequência de terremotos no Atlântico chama atenção de moradores de Macaé e do litoral do Rio
Foto: Reprodução

A sequência de terremotos registrada no Oceano Atlântico nos últimos dias tem despertado a atenção de moradores de Macaé e de outras cidades do litoral do estado do Rio de Janeiro. Nas redes sociais, muitas pessoas passaram a questionar se os abalos poderiam representar algum risco para a costa brasileira, principalmente após o registro de pequenos tremores próximos ao litoral fluminense ao longo deste ano.

Entre os eventos mais recentes, um terremoto de magnitude 5,2 foi registrado no dia 20 de julho nas proximidades de Scarborough, em Trinidad e Tobago, na região do Atlântico/Caribe. No mesmo dia, outro abalo de magnitude 4,8 ocorreu no estado de Sucre, no nordeste da Venezuela, próximo ao litoral atlântico.

Além desses registros, uma sequência de terremotos moderados também foi detectada na Dorsal Mesoatlântica, cadeia de montanhas submarinas localizada no meio do Oceano Atlântico. O maior deles atingiu magnitude 5,3, seguido por outros tremores acima de 5,0, reforçando a atividade geológica natural da região.

A preocupação aumentou porque, somente neste ano, foram registrados 17 pequenos tremores no mar em frente ao estado do Rio de Janeiro. A maior parte ocorreu entre o fim de junho e o início de julho, em uma área localizada entre 60 e 75 quilômetros da costa dos municípios de Maricá e Saquarema. Esses abalos, no entanto, tiveram baixa magnitude e não provocaram danos.

Especialistas explicam que os terremotos registrados em Trinidad e Tobago, na Venezuela, na Dorsal Mesoatlântica e os pequenos abalos próximos ao litoral fluminense fazem parte da dinâmica natural das placas tectônicas. Segundo eles, os eventos ocorreram em regiões distintas e não apresentam relação direta capaz de aumentar o risco para a costa brasileira.

De acordo com os estudos geológicos, não há qualquer indicação de que esses terremotos possam provocar um tsunami ou representar perigo para moradores de Macaé e das demais cidades do litoral do Rio de Janeiro. Os órgãos responsáveis continuam monitorando a atividade sísmica, mas ressaltam que os registros observados até o momento são compatíveis com o comportamento natural da crosta terrestre.