
Estudantes da Escola Municipal Paulo Freire, no Lagomar, em Macaé, terão acesso a oficinas gratuitas de arte, ciência, tecnologia e cultura maker a partir de setembro. A unidade recebe a terceira edição do Engenhoka, projeto do Instituto Burburinho Cultural voltado à formação de crianças e adolescentes da rede pública.
A programação será aberta nesta segunda-feira (25), e as oficinas começam no dia 1º de setembro. Durante cerca de cinco meses, alunos a partir de 10 anos participarão de atividades como arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experiências com componentes eletrônicos e instalações artísticas.
A proposta é estimular a criatividade, o raciocínio lógico, o pensamento crítico, a autonomia e o trabalho em equipe. As atividades são desenvolvidas de forma prática, permitindo que os estudantes criem projetos, testem ideias e busquem soluções para diferentes desafios.
A iniciativa já passou por 14 cidades brasileiras e alcançou mais de 1,4 mil estudantes. Nesta terceira edição, além de Macaé, o projeto será realizado em Curitiba, Salvador, São Paulo, São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro.
Ao todo, serão implantados sete estúdios maker em escolas públicas, com previsão de atendimento a 420 estudantes.
Um dos principais diferenciais do projeto é que a estrutura montada durante as atividades permanecerá na Escola Municipal Paulo Freire após o encerramento das oficinas. O espaço contará com equipamentos e mobiliário que poderão continuar sendo utilizados pelos alunos.
Para a diretora da unidade, Simone Viana de Carvalho, a iniciativa pode ampliar o protagonismo dos estudantes e tornar as atividades escolares mais atrativas.
“O nosso objetivo é sempre incentivar o aluno a ser protagonista e multiplicador. O Engenhoka chega para tornar a escola ainda mais atrativa e os alunos estão muito animados, com a criatividade a todo vapor”, afirmou.
Além das oficinas, o projeto prevê a produção de 4 mil exemplares de um livro sobre cultura, educação, ciência e tecnologia. O material terá recursos de acessibilidade, incluindo uma tiragem de 10% em braile, além de versões com Libras e audiodescrição.
Participantes de edições anteriores também relatam mudanças provocadas pelas atividades. Daniel Valandro Reis, de 11 anos, campeão da segunda edição no Rio de Janeiro, destacou aprendizados relacionados à organização, ao trabalho em equipe e ao conhecimento sobre tecnologia e sustentabilidade.
Elisa Jocelim da Silva, de 13 anos, encontrou nas atividades uma oportunidade para desenvolver a criatividade por meio da pintura e ganhou mais confiança para experimentar novas ideias.
Segundo Joelma Veiga, produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, o projeto busca ampliar as possibilidades para crianças e adolescentes por meio da cultura.
“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Nosso papel é construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, afirmou.
O Engenhoka é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico, ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. A realização é do Instituto Burburinho Cultural e do Ministério da Cultura.