Macaé Educação
Engenhoka leva hoje oficinas de arte, ciência e tecnologia para escola no Lagomar
Projeto terá atividades gratuitas para estudantes a partir de 10 anos na Escola Municipal Paulo Freire, em Macaé
25/08/2026 10h22
Por: Redação
Foto: Reprodução

Estudantes da Escola Municipal Paulo Freire, no Lagomar, em Macaé, terão acesso a oficinas gratuitas de arte, ciência, tecnologia e cultura maker a partir de setembro. A unidade recebe a terceira edição do Engenhoka, projeto do Instituto Burburinho Cultural voltado à formação de crianças e adolescentes da rede pública.

A programação será aberta nesta segunda-feira (25), e as oficinas começam no dia 1º de setembro. Durante cerca de cinco meses, alunos a partir de 10 anos participarão de atividades como arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experiências com componentes eletrônicos e instalações artísticas.

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A proposta é estimular a criatividade, o raciocínio lógico, o pensamento crítico, a autonomia e o trabalho em equipe. As atividades são desenvolvidas de forma prática, permitindo que os estudantes criem projetos, testem ideias e busquem soluções para diferentes desafios.

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A iniciativa já passou por 14 cidades brasileiras e alcançou mais de 1,4 mil estudantes. Nesta terceira edição, além de Macaé, o projeto será realizado em Curitiba, Salvador, São Paulo, São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro.

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Ao todo, serão implantados sete estúdios maker em escolas públicas, com previsão de atendimento a 420 estudantes.

Estúdio maker ficará na escola

Um dos principais diferenciais do projeto é que a estrutura montada durante as atividades permanecerá na Escola Municipal Paulo Freire após o encerramento das oficinas. O espaço contará com equipamentos e mobiliário que poderão continuar sendo utilizados pelos alunos.

Para a diretora da unidade, Simone Viana de Carvalho, a iniciativa pode ampliar o protagonismo dos estudantes e tornar as atividades escolares mais atrativas.

“O nosso objetivo é sempre incentivar o aluno a ser protagonista e multiplicador. O Engenhoka chega para tornar a escola ainda mais atrativa e os alunos estão muito animados, com a criatividade a todo vapor”, afirmou.

Além das oficinas, o projeto prevê a produção de 4 mil exemplares de um livro sobre cultura, educação, ciência e tecnologia. O material terá recursos de acessibilidade, incluindo uma tiragem de 10% em braile, além de versões com Libras e audiodescrição.

Experiências de outras edições

Participantes de edições anteriores também relatam mudanças provocadas pelas atividades. Daniel Valandro Reis, de 11 anos, campeão da segunda edição no Rio de Janeiro, destacou aprendizados relacionados à organização, ao trabalho em equipe e ao conhecimento sobre tecnologia e sustentabilidade.

Elisa Jocelim da Silva, de 13 anos, encontrou nas atividades uma oportunidade para desenvolver a criatividade por meio da pintura e ganhou mais confiança para experimentar novas ideias.

Segundo Joelma Veiga, produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, o projeto busca ampliar as possibilidades para crianças e adolescentes por meio da cultura.

“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Nosso papel é construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, afirmou.

O Engenhoka é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico, ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. A realização é do Instituto Burburinho Cultural e do Ministério da Cultura.