
A Escola Municipal Paulo Freire, no Lagomar, em Macaé, ganhou, nesta terça-feira (25), um novo Estúdio Maker do projeto Engenhoka – Estúdios de Arte, Tecnologia e Ciência. A iniciativa, realizada pelo Instituto Burburinho Cultural, leva para dentro da escola pública atividades gratuitas que aproximam os estudantes da arte, da ciência, da tecnologia e da cultura maker.
A equipe do Portal Olha Macaé esteve na unidade para acompanhar a inauguração e conhecer a estrutura que será utilizada pelos alunos durante o projeto.
Com mais de 1,4 mil estudantes, a Escola Municipal Paulo Freire atende alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A unidade também conta com uma sala multifuncional e desenvolve ações voltadas à inclusão. Atualmente, são 246 estudantes com deficiência (PCDs), além de alunos com diferentes necessidades e perfis de aprendizagem.
As atividades do Engenhoka começam no dia 1º de setembro e serão realizadas durante aproximadamente cinco meses. Poderão participar estudantes a partir de 10 anos, em oficinas práticas que unem criatividade, conhecimento e experimentação.
Entre as atividades previstas estão arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experiências com materiais eletrônicos e instalações artísticas.
A proposta é utilizar a arte e a tecnologia como ferramentas para estimular habilidades como criatividade, raciocínio lógico, pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe.
Mais do que aprender conceitos, os estudantes serão incentivados a experimentar, criar e encontrar soluções para diferentes desafios.
A escolha da Escola Municipal Paulo Freire também reforça a importância de ampliar as possibilidades de aprendizagem em uma comunidade escolar marcada pela diversidade.
A unidade atende estudantes com diferentes necessidades e conta com uma estrutura voltada à inclusão. Para a equipe gestora, projetos como o Engenhoka ajudam a oferecer novas formas de participação e expressão aos alunos.
A presença do diretor adjunto Pueblo, que é autista nível 1, também representa essa diversidade dentro da própria equipe escolar.
Um dos diferenciais do projeto é que o investimento não termina com o encerramento das oficinas.
Ao final dos aproximadamente cinco meses de atividades, o Estúdio Maker, incluindo equipamentos e mobiliário, permanecerá na Escola Municipal Paulo Freire.
Com isso, o espaço poderá continuar sendo utilizado pelos estudantes e pela comunidade escolar mesmo após a conclusão da edição do projeto.
A terceira edição do Engenhoka também prevê a produção de 4 mil exemplares de um livro voltado para temas relacionados à cultura, educação, ciência e tecnologia.
O material contará com recursos de acessibilidade, incluindo parte da tiragem em braile, além de versões com Libras e audiodescrição.
Esta é a segunda vez que o Engenhoka chega a Macaé. Nesta terceira edição, o projeto também será desenvolvido em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, São Paulo e São Bernardo do Campo.
Ao todo, serão implantados sete Estúdios Maker em escolas públicas, com previsão de atendimento a 420 estudantes.
Nas três edições realizadas, o Engenhoka já alcançou mais de 1,4 mil estudantes em 14 cidades brasileiras.
Para Joelma Veiga, produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, levar o projeto para dentro das escolas é uma forma de criar novas oportunidades para crianças e jovens.
“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Nosso papel é construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem.”
O Engenhoka – Estúdios de Arte, Tecnologia e Ciência é uma iniciativa do Instituto Burburinho Cultural que integra educação, arte, ciência, tecnologia e cultura maker.
O projeto busca transformar espaços escolares em ambientes de criação e experimentação, aproximando estudantes de ferramentas e linguagens que podem contribuir para sua formação.
A iniciativa é viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e ExxonMobil, além da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura. O projeto é realizado pelo Instituto Burburinho Cultural e pelo Ministério da Cultura.
Com o novo Estúdio Maker, os alunos da Escola Municipal Paulo Freire ganham não apenas um novo espaço dentro da escola, mas uma oportunidade para experimentar, criar e descobrir novas possibilidades por meio da arte, da ciência e da tecnologia.