O corpo do vigilante Luiz Fernando Silva Tavares, de 38 anos, foi sepultado nesta sexta-feira (28), no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, na cidade do Rio de Janeiro. O trabalhador foi encontrado morto na quarta-feira (26), dentro de um camarote da UMS Praia da Tartaruga, unidade acoplada à plataforma P-76, no Campo de Búzios, na Bacia de Santos.
Natural de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Luiz Fernando trabalhava como vigilante patrimonial para uma empresa terceirizada. Segundo informações do Sindipetro-RJ, ele deveria iniciar a jornada na manhã de quarta-feira, mas não se apresentou. Durante uma verificação, um inspetor de segurança encontrou o trabalhador já sem vida no camarote.
As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por avaliação para determinar a causa do óbito.
A possibilidade de acidente de trabalho ou de um vazamento de gás chegou a ser levantada após relatos de trabalhadores sobre um forte cheiro nas proximidades da plataforma. A Petrobras, no entanto, informou que não houve ocorrência operacional relacionada à morte e que, até o momento, não existem indícios de que o caso tenha relação com as atividades da unidade.
O Sindipetro-RJ também informou que não foi identificado vazamento de gás relacionado à morte do vigilante. O sindicato, porém, defende que as circunstâncias sejam esclarecidas e solicitou a criação de uma comissão de investigação para acompanhar a apuração.
Segundo a Petrobras, a Unidade de Manutenção permanece em funcionamento, com as condições de integridade preservadas e os demais trabalhadores atuando normalmente e em segurança.
O transporte do corpo precisou ser realizado por uma embarcação de apoio. Foram feitas três tentativas de retirada por helicóptero, mas as condições climáticas impediram o pouso na plataforma.
A empresa responsável pela contratação informou que está prestando assistência e acompanhando os familiares do trabalhador.
O Sindipetro-RJ afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e as medidas de assistência destinadas à família de Luiz Fernando.