
Brasília – Em derrota para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e para o Palácio do Planalto, a oposição elegeu nesta quarta-feira (20) o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente da CPMI que investiga desvios no INSS.
Alcolumbre havia indicado o senador Omar Aziz (PSD-AM) para o cargo, mas, sem consenso, a eleição foi feita em cabines de votação. Viana venceu por 17 votos a 14.
Logo após a vitória, ele rejeitou a indicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a relatoria e escolheu o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A comissão, criada em junho, vai apurar fraudes bilionárias em benefícios previdenciários, que, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), podem ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões.
O relator Alfredo Gaspar não descartou ampliar o escopo para investigar também irregularidades em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas.
A oposição vê na CPMI uma oportunidade de pressionar o governo Lula (PT), sobretudo porque as apurações podem atingir entidades ligadas ao Sindnapi, sindicato associado a Frei Chico, irmão do presidente.
Carlos Viana, por sua vez, afirmou que o objetivo do colegiado é “esclarecer os fatos, punir os culpados e propor medidas para evitar novos desvios de recursos de aposentados e pensionistas”.
A CPMI terá duração inicial de seis meses e será composta por 32 parlamentares titulares (16 deputados e 16 senadores), além de suplentes.