Polícia Rio de Janeiro
Ex-motorista acusado de manter socialite sob cárcere privado é preso no Rio
José Marcos Chaves Ribeiro estava foragido há nove meses e é investigado por tentativa de feminicídio, sequestro e fraudes contra Regina Lemos Gonçalves
29/08/2025 13h36
Por: Redação
Reprodução

Rio – O ex-motorista da socialite Regina Lemos Gonçalves, José Marcos Chaves Ribeiro, de 53 anos, foi preso nesta sexta-feira (29), em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele estava foragido desde novembro do ano passado, após ser alvo de uma operação da Polícia Civil pelos crimes de tentativa de feminicídio, sequestro, cárcere privado, violência psicológica e furto qualificado.

Ribeiro foi localizado por policiais militares do 23º BPM (Leblon) na Rua Capuri, dentro de uma das mansões da socialite, que vinha sendo administrada por ele. A vítima, de 88 anos, viúva e herdeira do empresário Nestor Gonçalves, fundador da Copag — fabricante de baralhos —, denunciou que passou 10 anos isolada, sob controle do ex-motorista, que também administrava seu patrimônio.

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Segundo familiares, José Marcos teria fugido com recursos financeiros da socialite após ela conseguir se afastar do apartamento em que vivia, no Edifício Chopin, em Copacabana. A investigação começou em novembro de 2023 e reúne documentos e informações referentes ao período em que Regina permaneceu sob a influência do acusado.

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Entre os principais indícios, consta uma internação da vítima em dezembro de 2021, após sofrer lesão na cabeça que exigiu cirurgia — episódio do qual os familiares alegam não ter sido informados. A polícia também investiga irregularidades financeiras, como locação de um espaço pertencente à socialite no Centro e a venda abaixo do preço de mercado de um imóvel em São Conrado, cujos valores não teriam sido repassados à vítima.

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O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), afirmou que a prisão é essencial para avançar na apuração do patrimônio da socialite e de possíveis cúmplices. “Ela herdou uma fortuna que foi dilapidada ao longo dos anos. José Marcos é um dos principais responsáveis, mas já temos indícios de que não agia sozinho. Agora vamos seguir o fluxo financeiro e descobrir para onde toda essa fortuna foi parar”, disse.

Em março de 2024, a Justiça do Rio determinou a suspensão da união estável entre a socialite e o ex-motorista, apontando risco de dano à idosa caso ele tivesse acesso aos bens. Regina nega ter mantido qualquer relação afetiva com Ribeiro e afirma que a união estável foi formalizada mediante coerção e fraude, enquanto ele era apenas seu funcionário temporariamente hospedado.