Economia Negócios
Branded Buildings redefinem o mercado imobiliário de luxo
Relatórios internacionais apontam crescimento acelerado dos empreendimentos de marca, e o Brasil já desponta como novo polo desse mercado
05/02/2026 22h56
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Nos últimos anos, o mercado imobiliário de luxo tem vivido uma transformação silenciosa, mas profunda. Os chamados Branded Buildings — empreendimentos assinados por grifes de prestígio — estão redefinindo o conceito de exclusividade e movimentando cifras bilionárias, consolidando um novo significado de exclusividade no real estate global.

Segundo o relatório The Residence Report 2025, da Knight Frank, o número de empreendimentos saltou de 169 em 2011 para os atuais 611, com previsão de ultrapassar 1.000 até 2030, impulsionado pela crescente demanda por moradias de marca e pelo apetite dos desenvolvedores por posicionamento premium.

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Já a consultoria Savills International Development Consultancy reforça que mercados recentemente estabelecidos como Bangkok, Pequim e Phuket já alcançam preços entre 40% e 45% maiores do que mercados mais maduros. Esse movimento ocorre em paralelo à expansão do mercado global de luxo, estimado em US$ 1,4 trilhão em 2024, com projeção de atingir US$ 1,7 trilhão em 2030, segundo dados do relatório Luxury Lab Global 2024, da Euromonitor International, divulgados pelo portal Times Brasil.

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Para André Trevelin, diretor de Operações Internacionais da Villa Boa Inc., essa tendência reflete uma mudança cultural entre consumidores de alta renda.

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"As marcas estão deixando de ser apenas selos de status e tornando-se plataformas de experiência. O imóvel passa a ser uma extensão do estilo de vida do investidor. Quando a arquitetura, o design e o serviço falam a mesma linguagem da marca, o ativo ganha alma, e isso é o que mais valoriza hoje", ressalta.

Brasil entra no mapa do luxo imobiliário

O setor imobiliário de luxo brasileiro tem seguido a mesma curva ascendente do mercado global. De acordo com levantamento da Euromonitor International, o mercado de luxo nacional movimentou R$ 56,8 bilhões em 2025, impulsionado por uma combinação de recuperação econômica contínua e mudanças nas preferências dos consumidores. O país ocupa hoje a nona posição no ranking global do luxo.

De acordo com Andre Trevelin, os dados mostram que o país entrou definitivamente no radar global do luxo imobiliário. "Temos um público de alta renda cada vez mais sofisticado, acostumado a viajar e consumir marcas de prestígio. Agora esse consumidor quer trazer a mesma experiência para dentro do seu endereço".

Patrimônio sensorial e legado

Andre Trevelin ressalta que os Branded Buildings não são apenas ativos físicos, mas emocionais. É nesse cenário que surgem os empreendimentos de assinatura brasileiros, unindo arquitetura, design e lifestyle em uma nova categoria de produto. "O imóvel deixou de ser uma simples unidade física para se tornar um ativo emocional", afirma.

"Quando o comprador adquire uma residência assinada por uma marca de prestígio, ele não está apenas comprando uma planta, está adquirindo pertencimento, status e identidade. É um novo tipo de patrimônio: o patrimônio sensorial", acrescenta.

Andre Trevelin explica que, para uma incorporadora, esse tipo de produto representa um posicionamento estratégico, agregando valor de marca e criando barreiras competitivas difíceis de replicar.

"A partir do momento em que a experiência se torna parte do ativo, o preço deixa de ser o fator decisivo. O cliente quer o símbolo, o lifestyle, o clube que vem junto. É como adquirir uma peça de coleção e não apenas um imóvel", avalia.

A estratégia da Villa Boa Inc.

Fundada com a visão de integrar arquitetura, capital e marca, a Villa Boa Inc atua no desenvolvimento de empreendimentos de luxo, hotelaria e uso misto, com portfólio superior a R$ 32 bilhões em VGV.

Atualmente, sua estratégia combina reembolso de terrenos com prêmio e equity estruturado com base no valor geral de vendas, modelo que já permitiu captação estimada em R$ 1,05 bilhão em seus primeiros ciclos.

Segundo Andre Trevelin, a característica principal da empresa é tratar o imóvel como uma marca e a marca como um ativo financeiro, criando projetos que buscam unir identidade, narrativa e público definidos.

"O que diferencia um empreendimento comum de um branded building é a alma. O luxo verdadeiro não está no preço, mas no significado. O investidor que entende isso não compra apenas um ativo: ele compra legado", finaliza o diretor.

Para saber mais, basta acessar: http://villaboainc.com