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Macaé entra na mira da Polícia Federal em operação que investiga R$ 200 milhões em contratos suspeitos
Mandados foram cumpridos em Macaé e outras cidades do Rio durante a Operação Castratio, que apura suspeitas de fraude, superfaturamento e lavagem de dinheiro em contratos públicos ligados à castração de animais
13/05/2026 08h46
Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Federal colocou Macaé entre os municípios alvos de uma investigação que apura supostas irregularidades em contratos milionários ligados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro. A ação aconteceu na manhã desta terça-feira (12) e mobilizou agentes federais em diferentes cidades do estado e também em São Paulo.

Batizada de Operação Castratio, a investigação tem como foco contratos relacionados a serviços de castração e esterilização de animais, que, segundo a PF, podem chegar ao valor aproximado de R$ 200 milhões. Os investigadores apuram indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento e possíveis fraudes em contratações públicas.

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Além de Macaé, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Niterói, Itaocara e na capital fluminense. A operação também teve desdobramentos no estado de São Paulo.

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As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por autorizar o avanço das diligências nesta fase da investigação. A Polícia Federal ainda analisa movimentações financeiras e possíveis conexões entre empresas e pessoas ligadas aos contratos investigados.

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Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Novos crimes não estão descartados e podem surgir ao longo das apurações.

A movimentação de viaturas e agentes chamou atenção nas cidades onde a operação foi realizada, principalmente pelo alto valor dos contratos investigados. A ação reforça o trabalho de fiscalização sobre o uso de recursos públicos e contratos administrativos no estado do Rio de Janeiro.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nomes dos investigados nem detalhes sobre materiais apreendidos durante as buscas.