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Ossada humana é encontrada em mata de Rio das Ostras, e polícia investiga se pertence a Paloma
Polícia Civil investiga se restos mortais encontrados em possível cemitério clandestino pertencem à estudante Paloma Fragoso, desaparecida desde dezembro de 2025
13/05/2026 09h09 Atualizada há 4 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta terça-feira (12) trouxe novos desdobramentos para o caso do desaparecimento da estudante Paloma Fragoso, de 28 anos, aluna de enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF). Durante buscas em uma área de mata em Rio das Ostras, agentes localizaram uma ossada humana que pode pertencer à jovem, desaparecida desde dezembro de 2025.

As buscas aconteceram após uma denúncia anônima informar a existência de cemitérios clandestinos supostamente utilizados pelo tráfico na região. Segundo a Polícia Civil, as diligências ocorreram simultaneamente em três pontos diferentes, com apoio de cães farejadores da Guarda Municipal de Carapebus.

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De acordo com o delegado Luis Maurício Armond, responsável pelo caso, além da ossada, também foram encontrados materiais considerados importantes para a investigação, como fitas adesivas, facas, roupas com manchas de sangue e objetos que poderiam ter sido usados para amarrar vítimas. Todo o material recolhido será encaminhado para perícia, incluindo exames de DNA que poderão confirmar a identidade dos restos mortais.

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“Estamos dando andamento às buscas pelo corpo da Paloma. Recebemos informações sobre cemitérios clandestinos usados pelo tráfico e iniciamos as diligências. É um trabalho extenso e delicado”, afirmou o delegado.

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Paloma Fragoso desapareceu no dia 6 de dezembro de 2025, após sair da moradia estudantil da UFF, em Rio das Ostras. Segundo as investigações, ela foi vista pela última vez por um segurança da universidade ao deixar o campus. Desde então, familiares, amigos e colegas de faculdade passaram a mobilizar campanhas e buscas por informações sobre o paradeiro da jovem.

O caso ganhou grande repercussão na cidade e na comunidade acadêmica. Em março deste ano, estudantes da UFF, acompanhados por professores, realizaram um protesto na Rodovia Amaral Peixoto, em frente ao campus universitário, cobrando respostas e maior rapidez nas investigações.

A manifestação aconteceu exatamente 100 dias após o desaparecimento da estudante. Com cartazes e palavras de ordem, os participantes pediram mais transparência sobre o caso, que até então seguia sem solução.

A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar a identidade da ossada encontrada.