Macaé Macaé
Câmara de Macaé acompanha retirada de óleo de embarcação encalhada
Vereadores cobram informações sobre operação da Skandi Amazonas e alertam para riscos ambientais, impactos na pesca e importância dos royalties do petróleo
21/05/2026 10h37
Por: Redação
Foto: Reprodução

O presidente da Câmara Municipal de Macaé, vereador Alan Mansur, acompanhou nesta semana os desdobramentos da operação envolvendo a embarcação “Skandi Amazonas”, que encalhou próximo à Praia Campista após sofrer uma avaria no casco durante aproximação da área de fundeio do Porto de Macaé. A embarcação, que presta serviços de ancoragem submarina para a, pertence à empresa norueguesa e levava 29 trabalhadores a bordo no momento do acidente.

Segundo informações iniciais divulgadas pela Marinha do Brasil, a hipótese investigada é de que o navio tenha colidido com um banco de rochas, provocando rompimento no casco e entrada de água em parte da unidade. Diante da situação, foi realizada uma manobra intencional de encalhe como medida de segurança para evitar o agravamento da ocorrência.

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Preocupado com os riscos ambientais e operacionais, Alan Mansur apresentou um requerimento verbal solicitando informações sobre o prazo para retirada da embarcação, além dos procedimentos previstos para a remoção segura do óleo e gás armazenados na unidade. O parlamentar destacou que esta é uma das etapas mais delicadas da operação, exigindo máxima atenção para evitar vazamentos e impactos ambientais na região.

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O caso também gerou debates sobre os impactos da indústria offshore em Macaé. Durante a sessão, o vereador Vicente da Fox destacou que ocorrências marítimas como essa reforçam a importância dos royalties do petróleo destinados aos municípios produtores, que convivem diariamente com impactos ambientais, sociais e estruturais ligados à atividade petrolífera.

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De acordo com informações repassadas pela Petrobras, 12 trabalhadores considerados não essenciais para o controle da emergência já foram desembarcados em segurança no Porto de Imbetiba. Outros 17 permanecem a bordo auxiliando nas manobras de estabilidade, avaliação e futura retirada da embarcação.

O coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, afirmou que a prioridade inicial foi tranquilizar os familiares dos trabalhadores envolvidos. Segundo ele, não houve registro de vítimas graves e os profissionais desembarcados receberam atendimento psicológico preventivo e hospedagem em hotéis da região.

A Marinha do Brasil, o Sindipetro-NF, o Sindicato dos Marítimos e órgãos reguladores acompanham a ocorrência. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro também foi acionado, mas após avaliação constatou que a embarcação não apresentava risco de naufrágio.

Até o momento, não há confirmação oficial de vazamento ambiental na área monitorada pelas autoridades responsáveis.