
Os acidentes de trânsito em Macaé registraram um aumento de 24% no início de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, acendendo um sinal de alerta para autoridades, profissionais da saúde e moradores da cidade. O crescimento expressivo dos casos reforça a preocupação com a violência no trânsito e os impactos diretos na saúde pública da chamada “Capital do Petróleo”.
De acordo com levantamentos recentes, o aumento no número de acidentes tem provocado sobrecarga nas unidades de emergência. O Hospital Público Municipal (HPM) chegou a registrar média de 10 vítimas de trânsito por dia, sendo a maior parte formada por jovens motociclistas. Os acidentes envolvendo motos continuam liderando os atendimentos graves e também estão entre os principais responsáveis pelas ocorrências fatais.
As principais causas apontadas pelas autoridades continuam sendo a imprudência, o excesso de velocidade e o desrespeito às leis de trânsito. Vias de grande circulação, como a Linha Azul e trechos da BR-101, especialmente na altura do km 176, aparecem frequentemente nos registros de acidentes graves e fatais.
Na região Norte Fluminense, os reflexos também são preocupantes. O Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes, referência em trauma e responsável por atender pacientes de diversas cidades da região, contabilizou 33 mortes no trânsito entre janeiro e abril de 2026 — número que já supera mais da metade do total registrado durante todo o ano de 2025.
Diante do cenário, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Macaé intensificou as ações da campanha Maio Amarelo em 2026, promovendo atividades educativas, palestras e operações de fiscalização com foco na conscientização de motoristas, motociclistas e pedestres.
Além do aumento nas estatísticas, acidentes recentes reforçam a gravidade da situação. Em janeiro deste ano, uma colisão grave na BR-101, em trecho próximo a Macaé, resultou em duas mortes e causou interdição parcial da rodovia.
Especialistas alertam que, além da fiscalização, é necessário um esforço coletivo para reduzir os índices de violência no trânsito. O uso do celular ao volante, ultrapassagens perigosas, consumo de álcool e a falta de atenção seguem entre os principais fatores de risco nas ruas e estradas da região.