
O acidente envolvendo o rebocador Skandi Amazonas ganhou novos desdobramentos em Macaé após um posicionamento oficial da Marinha do Brasil sobre o caso. O comunicado trouxe detalhes inéditos sobre o local exato do impacto da embarcação e descartou versões que circulavam desde os primeiros momentos após o incidente.
Segundo o Comando do 1º Distrito Naval, em conjunto com a Diretoria de Hidrografia e Navegação, o rebocador não colidiu contra a Pedra da Mula nem contra a Pedra do Moleque, como vinha sendo apontado informalmente.
De acordo com a análise preliminar da Marinha, a embarcação tocou em um fundo de pedra nas proximidades da chamada Pedra do Pescador, localizada na área marítima próxima à costa macaense.
A revelação mudou o rumo das discussões sobre o acidente e colocou em evidência as condições de navegação na região.
A Marinha também esclareceu questionamentos relacionados à sinalização náutica existente no local. Conforme o comunicado, as formações rochosas da Pedra da Mula e Pedra do Moleque seguem oficialmente cartografadas e registradas nas cartas náuticas utilizadas pelos navegadores.
O órgão confirmou, no entanto, que os sinais físicos de navegação instalados nesses pontos estão temporariamente fora de operação para manutenção desde abril deste ano. Ainda assim, segundo a corporação, a indisponibilidade foi comunicada oficialmente por meio de Avisos-Rádio Náuticos, mecanismo utilizado para alertar navegadores sobre alterações e riscos marítimos.
“A eventual indisponibilidade temporária de sinais físicos não significa ausência de informação oficial sobre perigos à navegação”, destacou a Marinha em trecho do comunicado.
Enquanto as investigações seguem, o rebocador permanece encalhado na Praia Campista e continua atraindo a atenção de moradores e curiosos que acompanham diariamente a situação da embarcação.
Imagens aéreas registradas no último fim de semana mostraram parte do convés já sendo atingida pela água após a forte ressaca que atingiu o litoral de Macaé, aumentando a preocupação sobre possíveis danos estruturais e impactos ambientais provocados pelo acidente.
A Capitania dos Portos de Macaé instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades do caso. Segundo a Marinha, qualquer conclusão neste momento ainda seria precipitada.
A empresa DOF, responsável pelo Skandi Amazonas, informou que acompanha a ocorrência e realiza estudos técnicos para a retirada da embarcação. De acordo com a companhia, os órgãos reguladores já foram comunicados e as medidas para remoção segura seguem em avaliação.