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Macaé está entre cidades com mais internações por doenças respiratórias no RJ

Município registra mais de 61 mil casos de Covid-19 desde o início da pandemia e preocupa com avanço das síndromes respiratórias graves

Redação
Por: Redação
08/06/2026 às 12h24 Atualizada em 08/06/2026 às 12h38
Macaé está entre cidades com mais internações por doenças respiratórias no RJ
Foto: Reprodução

Macaé está entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro com o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados da área da saúde. O alerta ocorre em um momento em que a cobertura vacinal contra a gripe permanece baixa e os casos de doenças respiratórias seguem em alta em diversas regiões do estado.

A situação preocupa principalmente porque a vacinação contra a influenza alcançou apenas 27,5% do público prioritário. Diante da baixa adesão, moradores defendem a ampliação da imunização para toda a população, medida que já foi adotada por diversos municípios brasileiros.

A SRAG é uma complicação provocada por infecções respiratórias que afetam os pulmões e podem causar dificuldade para respirar. Entre os principais vírus associados aos casos estão a Influenza A e B, a Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Dados estaduais mostram que Macaé aparece ao lado de cidades como Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói, Petrópolis e Nova Iguaçu entre os municípios com maior número de internações relacionadas às síndromes respiratórias graves.

Em relação à Covid-19, os números também chamam atenção. Informações do sistema estadual de saúde apontam que Macaé já registrou 61.160 casos da doença desde o início da pandemia. No mesmo período, foram contabilizadas 951 mortes, com taxa de letalidade de 1,6%.

Pesquisadores da Fiocruz alertam que a baixa cobertura vacinal aumenta o risco de circulação dos vírus e favorece o crescimento dos casos graves, especialmente durante os períodos de temperaturas mais baixas.

Os sintomas que indicam agravamento do quadro respiratório incluem falta de ar, respiração acelerada, saturação de oxigênio abaixo de 95%, dor ou sensação de peso no peito, cansaço extremo e lábios ou extremidades arroxeadas, sinal de deficiência na oxigenação do organismo.

Os grupos mais vulneráveis às complicações são idosos, principalmente acima de 75 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos.

Em todo o Estado do Rio de Janeiro, a Síndrome Respiratória Aguda Grave já provocou 424 mortes somente em 2026, reforçando o alerta para a importância da vacinação e da busca por atendimento médico diante dos primeiros sinais de agravamento da doença.